Capítulo 22
When your lips touch mine It's the kiss of life
Quando os seus lábios tocam os meus.É o beijo da vida
Música do título: Lightning - The Wanted

Angel Pov's
Chegamos no local de ensaio,e eu não estava muito animada com a presença da Dionne.Eu nunca gostei dela.Claro que,antes era por causa desse negócio de fã.Como muitas prisoners,eu não gostei da época que ela e o Nathan namoravam.Mas agora era diferente,e eu não sabia porquê.Quer dizer,eu sabia mas não queria admitir.A Maikê estava certa,eu estava gostando mesmo do Nathan.E não era mais como fã,era muito mais forte,se é que isso é possível.Mas eu tinha medo de ele não sentir o mesmo.
Por três vezes,nós quase nos beijamos.Na primeira vez,eu estava bêbada,e ele disse que não me beijaria porque no outro dia eu não iria lembrar.Na segunda vez,ele que estava bêbado e eu repeti a frase que ele tinha me dito.E na terceira vez,foi agora a pouco,quando nós estávamos no quarto,e eu desastrada como sempre,tropecei e ele me segurou.Eu tinha certeza que a gente iria se beijar,mas então o Tom interrompeu.Mas acabei dando um selinho nele.Ele pareceu surpreso e feliz com a minha atitude,mas eu não tinha certeza de nada.
Só que então a Dionne apareceu pra estragar tudo.Eu sei que eles são só amigos agora,mas ela ainda queria ficar com ele.Prova disso é que ela quase passou por cima de mim pra sentar do lado do Nathan na van.Mas o Cássio acabou ajudando e pediu pra trocar de lugar,pra que o Nathan sentasse do meu lado.
(...)
Primeiro nossa banda foi ensaiar,depois a deles e por fim,ensaiamos todos juntos.
Mas enquanto eu ensaiava com o pessoal da banda,a Dionne aproveitou pra se jogar em cima do Nathan.Eu queria pegar minha guitarra e quebrar na cara dela.Mas minha guitarra valia muito pra ser quebrada na cara daquela vadia.Eu tentava não julgar ela,até mesmo na época que os dois namoravam,porque eu não a conhecia.Mas agora que eu conhecia ela melhor,ela era aquilo que eu sempre achei que fosse.
Na hora do ensaio dos meninos,ela ficava pulando com eles igual a uma cadela no cio.
Mas na hora do nosso ensaio juntos,ela teve que ficar longe.E eu percebi as caretas dela quando ela viu o Nathan tocando em mim.E hoje os toques dele estavam mais fortes,ele me apertava com mais vontade.Estava muito difícil pra eu me concentrar hoje,haha.
(...)
Paramos pra descansar um pouco e a Dionne já correu pro lado do Nath.Revirei os olhos e entrei na sala onde eu guardei minha guitarra.Não queria ficar olhando a vadia da Dionne se jogar pra cima do Nath.
Alguns minutos depois,o Nathan aparaceu lá,sozinho.— O que tá fazendo aqui?— Nada.—Falei,um pouco fria Ele chegou mais perto de mim e me encarou.— O que foi,Angel?— Eu já disse que não é nada.— Me fala.— Falar o que?— O que aconteceu?Por que tá aqui sozinha?— Porque eu não quero ficar olhando pra cara da tua amiga.
— Tá falando da Dionne?— De quem mais,Nathan?—Perguntei,irônica.— Mas o que ela fez?— Como assim,o que ela fez?Ela não vai com a minha cara e fica me provocando.Vai dizer que não viu?
— Claro que vi.Mas não dá bola pra ela,Angel.— Meio difícil.— Eu sei.Também não tô gostando do jeito dela.— Não tá gostando?—falei,ironizando de novo.—Mas não parece.
— Como assim?— Ela fica se jogando em cima de você e você não faz nada.Isso não parece que você não tá gostando.
— E não estou mesmo.Nós somos só amigos,e você sabe disso.
— Eu não sei de nada.— Claro que sabe.Eu já disse pra você,ela é só uma amiga.Mas você e o Luiz também,né?
— O que tem?— Você também disse que eram só amigos.— E somos.— Não parece.— E por que não?— Porque ele também ficou o tempo todo se jogando pra cima de você,e você também não fez nada.
— Como assim ele ficou se jogando pra cima de mim?— Vai dizer que não percebeu?—Agora foi ele quem ironizou.
— Não percebi mesmo.A gente só estava conversando,como sempre.
— Mas não era o que parecia.— Olha,Nathan,eu já falei que eu e ele somos só amigos.— Eu sei,mas vocês se beijaram ontem.— Eu já te expliquei a história,Nath.Foi ele que me agarrou.Mas eu não correspondi,e até briguei com ele.E ele me pediu desculpas depois.
— Eu sei que você não correspondeu.Mas ele gosta de você.
— Isso é problema dele,e ele sabe muito bem disso.Mas a Dionne também gosta de você.
— E também é problema dela.Eu considero ela apenas uma amiga.E ela sabe disso.
— Não parece,porque ficou dando em cima de você o tempo todo,e me provocando depois.
— E o Luiz fez a mesma coisa.Também ficou dando em cima de você e me provocando.
Ficamos em silêncio então,nos encarando.— Mas eu não acho que o Luiz estava dando em cima de mim,ou pelo menos,não tão descaradamente como a Dionne.—Falei.
— Você tá defendendo aquele idiota?— Claro que não.E você,tá defendendo aquela vadia?— Claro que não,Angel.— Tá sim.— Não.Você é que tá do lado daquele babaca.— Claro que não.— Tá sim. Ficamos em silêncio de novo.Essa discussão não ia chegar a lugar nenhum.
— Nath,não quero brigar com você.Não por causa daquela.....da Dionne.
— Também não quero brigar com você,Angel.— Então desculpa,Nath.Eu não tenho o direito de me intrometer na tua vida.Não é da minha conta se você e a Dionne são mais do que amigos.Você não me deve satisfações da sua vida.—Me doía dizer aquilo.Mas era verdade.Ele não era meu namorado pra eu ter tido esse ataque de ciúmes.
— Me desculpa também.Eu também não tenho o direito de me intrometer na tua vida.Você é livre pra ficar com quem você quiser,até com o Luiz.Me desculpa.
Nos abraçamos.Eu não queria soltar ele.Me doeu muito dizer isso pra ele.Eu queria ficar do lado dele sempre.Mas ele também era livre pra ficar com quem quisesse.Até mesmo com a vadia da Dionne.E eu tinha que aceitar,porque infelizmente ele não era meu.
Me soltei do abraço dele e me virei pra sair,mas ele segurou meu braço.
— Pensei que aquele selinho significava alguma coisa.— E significa.—Falei e me virei pra sair de novo. Mas ele me puxou de volta,e pra bem perto dele.E dessa vez,finalmente nossos lábios se encontraram.Então a língua dele pediu passagem e eu cedi.Ele soltou meu braço e colocou as mãos na minha cintura.Eu coloquei meus braços em volta do pescoço dele,e uma mão eu coloquei no cabelo dele,puxando-o pra mais perto de mim.Ele fez o mesmo,apertou mais a minha cintura e me colou no corpo dele.Parecia que ele queria grudar nosso corpos pra nunca mais se soltarem.O beijo foi longo,calmo e muito doce,e foi o melhor beijo da minha vida.
Paramos e nos encaramos.— Eu espero por isso,desde o dia que eu te vi pela primeira vez.—Disse ele,e nós dois sorrimos.
— E eu espero por isso,antes mesmo de te conhecer.—Falei,sorrindo e ele abriu um sorriso ainda maior.
Voltamos a nos beijar,e dessa vez o beijo foi mais quente.Cheio de desejo,tanto da parte dele quanto da minha.
Ele me levou até uma mesa que tinha ali e me sentou em cima dela,abriu minhas pernas e se colocou no meio delas.Puxei ele pra mais perto de mim e ele colocou uma mão na minha cintura e a outra apertou minha coxa.
Ficamos um bom tempo assim.Nada mais importava.Eu me esqueci completamente onde eu estava,até que ouço a voz do Tom.
— Então,Angel e Nathan vocês precisam vir .....Opa!—disse ele quando viu nós dois se beijando.—Desculpa interromper de novo,mas o Lucas e o Scooter querem falar com a gente.—continuou ele.—Mas até que enfim vocês dois se pegaram,né?—Ele riu.
— Tudo bem,Tom.Já estamos indo.—Nathan falou.— Ok.—Ele riu de novo e saiu. O Nath me beijou de novo e me desceu da mesa.— Depois a gente continua.—Ele falou e eu ri. Voltamos pro palco de mãos dadas.Ninguém falou nada,mas eu vi a cara feia do Luiz e da Dionne quando viram a cena.E o Tom que nos olhava maliciosamente.
Então o Lucas e o Scooter mandaram a gente ir no Starbucks comer alguma coisa,pra depois ensaiar mais um pouco.
Dessa vez,o Nathan entrou na van de mãos dadas comigo,então não deu pra Dionne se intrometer no meio.
Sentei na janela,o Nath sentou do meu lado e o Jay sentou do lado Nath.Eu e o Nathan ficamos abraçados,até que,sem eu esperar,ele me beijou.E então começaram as brincadeiras.
— Até que enfim tomasse uma atitude né,Nathan?—Jay falou.
— Pensei que esses dois nunca iriam se acertar.—Disse Siva.
— Que bom,pensei que você iria me decepcionar,baby.—Max falou.
— Eu já tinha visto essa cena antes,quando fui chamar esse dois.— Tom disse e todo mundo olhou pra ele.
— E você não falou nada pra gente,Tom?—Maikê perguntou.
— Ah,tava esperando eles contarem.Ou mostrarem,seria mais apropriado.—Disse ele,fazendo todo mundo rir.
— Eu achei que demorou muito pra esses dois ficarem.—Disse Cássio,e eu o fuzilei com o olhar.
— Também acho.—falou Jay.—O Nath tava louco por ela desde que se viram.
— Valeu,Jay.—Nath deu um tapa dele.— Mas a Angel também tava louca por ele,ela só não admitia.— Maikê disse.
— Valeu aí,Maikê.—disse e ela riu.—Mas chega de falarem da gente.
— Por quê?—perguntou Bia.—O papo tá interessante. Todo mundo riu de novo.— Calem a boca.—Disse Nath.— É isso mesmo.—falei—Vocês podem falar da Maikê e do Jay,que também são afim um do outro,mas não admitem.
Com essa todo mundo riu super alto,menos a Maikê e o Jay,que ficaram envergonhados e não sabiam pra onde olhar.
— Eu já devia ter aprendido que você é má né,Angel?!—Maikê disse rindo.
— Devia mesmo.—Eu ri mais ainda. Depois voltamos a conversar normalmente de novo.Quer dizer,os outros,porque eu e o Nath ficamos nos beijando.Afinal,agora todo mundo sabia mesmo.
Durante a viagem,eu percebi os olhares fuzilantes da Dionne em mim e no Nath.Ela tava com muita raiva.Mas nem liguei,só me concentrei no Nath.
Chegamos então no Starbucks e fomos comer.Ficamos lá um tempo;comendo,rindo e conversando.Menos a Dionne e o Luiz que estavam com a cara fechada.Mas depois de um tempo,o Luiz relaxou e acabou participando da conversa e das brincadeiras.Mas a Dionne ficou o tempo todo quieta e olhando furiosamente pra mim.
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